BLOG

Efeito Avestruz: você se esconde ou encara as suas finanças de frente?

Para lidar com a realidade, busque informações de fontes seguras antes de tomar decisões financeiras

O efeito avestruz é um comportamento muito comum quando se trata de finanças pessoais. Alguma vez você já se recusou a ver suas contas, deixou de olhar seu extrato bancário ou a fatura do seu cartão de crédito?

Se você respondeu sim para alguma dessas perguntas, você está sofrendo pelo que chamamos na economia comportamental de efeito avestruz. Mas fique calma, para tudo tem uma solução.

“Não esconda a sua cabeça em um buraco”

Muitas vezes você deixa de encarar a realidade, assim como o avestruz, esconde a cabeça em um buraco pois de fato, é muito doloroso se confrontar com o que está acontecendo com as suas contas: pode ser que você tenha gastado mais do que deveria, talvez esteja no vermelho ou talvez não consiga pagar a fartura do seu cartão de crédito.

Pense que por mais doloroso que seja encarar os fatos, a consequência de ignorá-los será ainda pior: fingir que o problema não existe não o fará desaparecer, muito pelo contrário, pode virar uma “bola de neve”. Por exemplo: optar por parcelar a fatura do seu cartão de crédito ou entrar no rotativo, que é quando o cliente escolhe pagar o mínimo da fatura ou mesmo a deixar de pagar. Os juros do rotativo podem chegar a aproximadamente 13,1% ao mês. Já o parcelamento da fatura, fica em torno de 8,58% no período. É fato, o seu dinheiro está sumindo e você não está tomando nenhuma ação para estancar as perdas.

Pare e pense

Você até tem um dinheiro investido, mas acaba entrando no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito por simples desconhecimento ou por não querer olhar para isso. Pense que você pode estar pagando esses juros abusivos e ganhando 0,5% ao mês naquele investimento de poupança, sem contar que esse dinheiro poderia estar rendendo muito mais em uma outra aplicação, mas, como você não cuida disso, acaba deixando o dinheiro na poupança.

Encare de frente a realidade e busque informações de fontes seguras para tomar decisões financeiras. A chave para a mudança de comportamento é entender como a sua mente funciona e estar sempre alerta para o que pode lhe causar prejuízo no futuro, em qualquer área da vida, principalmente na financeira.

Recomendações para evitar o efeito avestruz

  • Mantenha-se em alerta para as possíveis consequências, positivas ou negativas das suas finanças, porque isso irá permitir um ajuste melhor da sua vida financeira;
  • Caso exagere demais no consumo em um mês ou se endivide, reveja logo em seu orçamento um outro gasto que possa ser reduzido ou cortado para compensar esse custo;
  • Se estourar a fatura do cartão de crédito ou entrar no cheque especial, defina como prioridade máxima resolver essa situação para manter o equilíbrio financeiro;
  • Caso não consiga poupar a quantia estabelecida em um determinado mês, poupe o que der, mas não deixe de investir;
  • Pense que em toda crise existe uma oportunidade. Enxergue-a ao invés de focar no lado negativo;
  • Anote todos os seus gastos e durante o mês mapeie o detalhamento da fatura do seu cartão de crédito, assim você evita perder de vista sua real situação financeira.

LEIA MAIS: Por que as mulheres podem ser excelentes investidoras?

E, em vez de “esconder a sua cabeça em um buraco”, assista esse vídeo que é um clássico para inspirar o seu dia e VOAR.

Karina Scola Pescada é planejadora financeira pessoal CFP® da Foquemos Investimentos

Posts Relacionados

Finanças

Quanto é $uficiente para você?

Antes de mais nada, busque essa resposta através do significado que você dá ao dinheiro. Eu tenho um segredo. E esse segredo permitirá que você dobre sua renda em 12 meses com apenas mais cinco horas de trabalho por semana. Topa? Se você respondeu “sim”, quero lhe dar a oportunidade de triplicar esse valor em […]

LEIA MAIS
Sem categoria

O que há de certo comigo?

Foque em tudo que você tem de melhor para alcançar o seu propósito de vida. Você deve ter estranhado um pouco esta pergunta, não é? Infelizmente aprendemos a nos questionar: “o que há de errado comigo?” Geralmente, quando algo não está bom ou não está indo muito bem nos questionamos dessa forma, mas e se […]

LEIA MAIS